Preocupações

Texto de Oliver Scott

Certo final de tarde, estava eu sozinho com um pedaço de capim na boca sentado em uma rocha no topo de uma ladeira. O espetáculo do pôr do sol já estava acontecendo, o céu estava laranja, as primeiras estrelas despontavam acima de mim. Os pássaros voavam em direção às árvores para dormir. Senti uma presença atrás de mim, era Jonas meu amigo. Ele deu um tapinha de leve nas minhas costas me cumprimentando e sentou do meu lado. Ele estava com uma cara abatida, a testa franzida e os olhos cansados. Parecia que não tinha dormido direito.

– O que foi Jonas, que cara é essa? – Perguntei tirando o pedaço de capim da minha boca.

– Ah, pois é. Bom que perguntou. Sabe Oliver, te vejo tão feliz e realizado, nunca entendi como consegue ficar assim nesse mundo caótico. Eu perco noites preocupado com relação ao meu futuro, tenho medo de não ser bem-sucedido lá na frente. Traço mil versões do meu futuro e sempre encontro um erro.

– Ora Jonas, relaxa meu amigo. Venha e aproveite o pôr do sol comigo. Vamos pensar no futuro amanhã, hoje o que importa é o presente.

Não Existe Final Feliz

Texto de Oliver Scott.

 

Essa semana fomos vítimas de um afronte à nossa república das bananas. Quando eu era pequeno cresci lendo histórias e vendo filmes de Super-heróis, Cowboys e justiceiros espaciais. No final de cada aventura o bandido tinha seus planos frustrados, acabava preso ou morto. Na ficção o autor nunca nos decepcionava, sempre fazia o bem prevalecer, e cada um responder pelos seus atos. Mas no nosso mundo real, a coisa não funciona bem assim.

Nós protestamos nesse Domingo contra um sistema político falho, ganancioso e egocêntrico, contra corruptos claramente culpados, governantes com listas de crimes e ilegalidades, alguns já com julgamento marcado.

Um dia após esse movimento democrático a população acorda com uma notícia desastrosa. As histórias contadas quando éramos pequenos, história com um final no qual o bem vence, os malvados sofrerem as punições cabíveis, não passava de apenas resquício de nossa lembrança lúdica. Um dos políticos criticados domingo foi aclamado como herói. Ele deixou de ser um cidadão comum, alguém com mesmos direitos e deveres do restante da população, e se tornou uma espécie de “super-ministro”.

Isto meus amigos é um tapa na cara de todo cidadão comum. É a decadência da ética e moral. É o símbolo máximo da frase “Bonzinho só se fode”. Você cidadão de bem, que sempre paga suas contas em dia, sempre faz de tudo para não infringir o direito alheio, você que luta para ser uma pessoa justa tenho uma triste notícia, no final aos olhos da nossa realidade deturpada não tem valor algum, você só serve é apenas para pagar o pato. Pois o real bandido ou o real vilão no final é ovacionado, aclamado como herói, mito e lenda. A quem queremos enganar, o povo tem os governantes que merecem.

 

 

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Tragédia Noturna

Postado por Oliver Scott

Em uma noite tranquila. Uma mulher segurando sua bolsa contra o corpo caminhava apressada pela calçada, ela se lamentava por ter saído tão tarde do serviço, se depende-se dela, as 18 horas já tinha saído, porém a sua patroa pediu para ela cuidar das crianças enquanto ela fazia as compras. Ela apenas queria chegar em casa tirar aquela roupa. Dois homens mal-encarados caminhavam no escuro, um dos sujeitos vestia um casaco amarelo e com um boné vermelho, o outro estava com uma camiseta branca rasgada na barriga.

 A mulher não percebeu esses dois estranhos, ela virou a esquina e os homens continuaram atrás dela. Ela notou algo diferente e acelerou o passo. O ponto de ônibus ficava do outro lado do parque, era mais fácil cortar pelo meio do parque do que dar a volta. O parque aparentemente era bem iluminado e seguro.

A mulher entrou no parque e os dois homens foram atrás. O rapaz de camiseta branca fez um sinal e desviou do caminho, a mulher começa a correr e então ele aparece na frente dela e dá um empurrão. Ela cai no chão e sua respiração fica ofegante e seu rosto fica corado.

– Onde você pensa que vai belezinha? – O jovem com a camiseta branca ajoelha e segura o rosto da mulher.

– Quero ir para casa, só isso? – Diz ela movimentando o rosto.

– Ah mas você vai para casa sim. Assim que passar a bolsa. –  ele dá um safanão e a moça cai para trás.

– Por favor, não faça nada comigo, só quero ir para casa. – Ela se levanta.

O de boné vermelho aparece e puxa o cabelo dela fazendo cair no chão novamente.

– Estou perdendo a paciência, passa a bolsa agora. – O de camiseta branca mexe no bolso.

– Mas. Eu…

– Agora – Ele então aponta a arma para ela.

– Por favor, tenham piedade. Só quero ir para casa.

– Anda logo, passa a porra da bolsa.

O rapaz dá uma coronhada na testa da moça fazendo abrir um corte no supercílio. E ela cai no chão chorando.

– Odeio quando essas vadias me irritam.

– Calma cara, não é para tanto. – O outro rapaz argumenta. 

– Calma nada, essas vadias sempre querem dificultar os esquemas.

– Mas não precisa agredir Tonho.

– Porra Marcelo, você falou meu nome caralho.

– Por favor Tonho, tenha piedade. Tenho duas crianças, deixa eu ir. – A mulher tenta pela última vez.

– Não fala meu nome cacete, ah quer saber? Que se foda tudo isso – Tonho dá um tiro atingindo o tórax da mulher e ela cai no chão sem vida. Marcelo pega a bolsa, celular e os dois saem correndo deixando o cadáver de braços abertos.

 Em casa um garotinho de 12 anos e uma menina de 6 anos esperam ansiosos pelo retorno de sua mãe. Mal eles imaginam que essa espera nunca irá terminar.

Perdendo a Hora

Acordei de um sono pesado. Abri os olhos, um susto percorreu minha espinha. Ainda vagava entre sonho e realidade. Imóvel na cama com os olhos abertos, eles se moveram de um lado para o outro, eu tinha uma sensação de ter feito algo de errado, algo tinha passado despercebido. Olhei rápido no relógio, ele marcava 8:30. Estremeci, meu horário de acordar era às 6 h:30 min. Já era segunda. Eu estava atrasado.

– Você está atrasado, como pôde perder o horário? – Disse uma voz no meu subconsciente.

– Mas eu coloquei o relógio para despertar. Ontem não dormi tão tarde. – Discuti mentalmente.

– Mentira, se tivesse colocado o despertador no horário correto, tinha acordado. Meia-noite e meia não é um horário ideal. Você se Lembra dos avisos da sua mãe dizendo para dormir mais cedo?

Deixei esse diálogo sem futuro para trás e me levantei. O quarto estava escuro. Abri a janela e a claridade do sol iluminou todo o quarto. Sentei na cama, um gosto amargo na boca. Pela falta de comer e também pela vergonha de estar atrasado para o trabalho.

Entrei no banheiro o mais rápido possível e quase bati o dedo na quina da porta. Liguei o chuveiro, enquanto a água descia eu pensava – Como fui ser tão idiota de não acordar na hora certa? Agora chegarei atrasado, minha reputação vai para o lixo. Quantos clientes estão neste momento reclamando da falta de atendimento? Quantos fornecedores estão querendo falar comigo?

Meu chefe, meu Deus. Finalmente consegui o respeito dele. Ele até me chamou para ir no churrasco na casa dele. Tudo por água baixo porque acordei tarde. Mas enfim, isso é injusto. Uma única falta assim não é motivo de tanto alarde.

E se eu disser, fiquei doente? Uma gripe quem sabe? Dengue, afinal o tempo esfriou, há um surto de mosquitos na cidade…

Mas terei que mostrar atestado. Droga, não tenho nenhum amigo ou parente médico. Se eu for no pronto-socorro serei desmascarado. O jeito é encarar as consequências.

Saí do banho e voltei para o quarto, bati o dedinho na quina do criado mudo, gritei de dor e fiquei na cama gemendo. – Maldito móvel estúpido. – Vesti a roupa o mais rápido possível, fui para a cozinha. Estava vazia, presumi que todos já haviam saídos. Menos mal, assim ninguém iria ver minha vergonha. Tomei café com leite, passei manteiga no pão e comi depressa. Voltei correndo para o banheiro, escovei os dentes, passei perfume. Arrumei as coisas, antes de pegar a chave do carro dei uma olhada novamente no celular, quase bati novamente o dedo na quina do criado mudo quando percebi a verdade, ainda era domingo.

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TERROR NA ESCOLA

Sílvia parou seu carro no estacionamento da escola, olhou no relógio e ele marcava 6:20. A aula começa às 7:15. Os professores e demais funcionários eram obrigados a chegar uma hora antes. Ela para em frente a sala dos professores, respira fundo abre a porta e entra. A sala estava cheia, o professor de matemática terminava de corrigir as últimas provas, o professor de história discutia com o professor de geografia sobre as diferentes abordagens políticas de seus candidatos.

Sílvia vai até a mesa onde estão três garrafas, duas de café e uma garrafa com chá, ela se serve com café. Na correria esqueceu de tomar café da manhã. Estava fora há mais de três meses após um colapso nervoso. Todos se aproximaram dando boas-vindas.

– Bem vinda grande guerreia –  comentou a professora de artes.

– Bem vinda de volta, você fez falta. – Comentou a professora de português.

– Precisando de qualquer coisa Sílvia, pode contar com a gente. – Professor de matemática bateu de leve no ombro de Sílvia.

– Obrigada gente, é bom estar de volta – Disse Sílvia com um sorriso forçado no rosto.

Quando o relógio marca 7:15 uma sirene toca avisando o começo das aulas, um alvoroço acontece. As crianças sobem as escadas, umas animadas e outras nem tanto.

– Bem… mais um dia começando. Não vejo a hora do final de semana chegar para tomar aquela cervejinha esperta – comentou o professor de química esticando as costas. –  Esses meninos ainda me matam.

– Cuidado para não beber demais, senão vai perder a moral na hora de dar sermão nos alunos. – Comentou o professor de matemática metido a bonachão.

Sílvia foi para a sua sala. Não era uma sala muito grande, tinha um tamanho relativamente médio, era do lado da sala da coordenadora pedagógica. Ela entrou colocou sua bolsa na mesa, ligou o computador. Seu médico sugeriu ela parasse de dar aula e fosse para uma área sem muita exposição. Ela então assumiu a vice coordenação pedagógica, na qual seu trabalho era auxiliar as crianças com problemas de estudo. Ela se sentou, tomou dois comprimidos e foi checar o e-mail.

A escola tinha turmas de 5ª até a 8ª serie, o recreio começava as 10:00 e terminava as 10:20. O pátio era sempre barulhento. Algumas crianças jogavam futebol, outras conversavam e algumas mais reclusas ficavam na biblioteca.  Sílvia desceu as escadas. Ela sempre gostou de passar um tempo na biblioteca, rever os antigos clássicos da literatura.

– Olá professora Sílvia – comentou Jonas, um bibliotecário alto de óculos fundo de garrafa – Fiquei sabendo da sua recuperação de um colapso nervoso.

– É, ainda estou me recuperando. Não sou mais professora, agora mexo com a parte de coordenação pedagógica.

– E o que te traz aqui no mundo magico da literatura?

– Ah Jonas… Você sabe, minha paixão está nos livros.

– Fique à vontade professora, ops desculpe Coordenadora.

– Não, não. Pode me chamar de professora, eu não me importo.

Ela entrou no primeiro corredor e foi andando olhando as prateleiras, ela sempre gostou muito de ler, desde pequena ela tem lembranças de sua avó dar de presente um livro Oliver Twist do Charles Dickens. Ela se emocionou com a triste história do pequeno Oliver, achava um absurdo Noé Claypole no final ter se dado bem. Quando ficou mais velha começou a ler histórias mais pesadas e mergulhou de vez nos clássicos, ela já não pertencia mais a este mundo comum. Ela agora conhecia o mundo da literatura.

A maioria dos livros na prateleira ela já tinha lido. Ela matou a saudade lendo um livro dos melhores contos de Edgar Allan Poe, o seu favorito ainda era Gato Preto. Ela teve a mesma reação de medo quando o autor matou a sua mulher e escondeu na parede. Ela foi interrompida pelo sinal avisando o fim do recreio. Ela guardou o livro na prateleira e subiu para sua sala.

Semana seguinte foi anunciado um evento cultural depois do feriado, cada turma iria elaborar vários projetos envolvendo música, poesia e literatura. Sílvia estava animada, sua cabeça imaginava várias coisas legais.

– Quem sabe uma peça de teatro de Dom Casmurro, uma apresentação de ballet….

Faltando dois dias para o famoso dia cultural uma notícia atrapalhou tudo, o computador da secretaria pifou e não ficou pronto a tempo as fixas de avaliação dos eventos e demais materiais complementares. Como a Sílvia estava responsável pela coordenação do evento ela mesmo decidiu resolver.

– Tem certeza? Você vai ficar aqui até mais tarde, quem sabe virar a noite. – Disse a coordenadora principal.

– Eu dou conta do recado, não se preocupe.

– Mas e sua doença? Medico orientou não se esforçar muito.

– Não tem problema, terei meus remédios, e fazendo algo que gosto não tenho o que me preocupar.

– A noite pode ser bem solitária.

– Não se preocupe, eu trabalho melhor sozinha.

Sílvia foi para casa e voltou as 17:00. A tarde a escola também funcionava para as turmas pré escolares do jardim de infância até a 4ª serie. Como era véspera de feriado havia uma felicidade no ar. Ela parou seu Sendeiro verde perto da praça. Desceu com os materiais, entrou pela entrada lateral. Sorriu para o porteiro.  Ela desviou dos alunos brincando de pique pega. Subiu as escadas até a sala dos professores e lá ficou.

Já estava escurecendo. O relógio marcava 19:00, as luzes da escola estavam todas apagadas com exceção da luz da sala dos professores.

– Está tudo bem ai senhora? – Disse Manuel o vigia noturno, ele segurava uma lanterna e um bolo de chaves pendurada na calça. – Precisa de alguma coisa?

– Não preciso. Obrigada.

– Estou perguntando, pois irei fechar a escola e ficarei do lado de fora vigiando a rua, então quando terminar de sair, me dá um toque para eu abrir o portão.

– Muito obrigada.

Manuel então saiu pelo portão e trancou com um cadeado e sentou em sua cadeira de plástico e colocou os fones de ouvidos para assistir ao jogo: São Paulo e Vasco. Estava na hora de tomar o remédio. Ela então procurou na bolsa e não encontrou.

– Droga esqueci o remédio em cima da mesa de casa. – Sílvia irritada jogando a bolsa na mesa.  –  Ah, mas deixa para lá. Estou bem, afinal já estou quase terminando.

O relógio na parede marca 22:30, Sílvia estava empenhada no serviço, não notou o tempo passando. Ela escuta um barulho de algo caindo, se assusta e resolve ir ver. O barulho vinha da região da biblioteca. O som era como se tivesse alguém chutando as estantes de livros. Ela se levanta e caminha até a biblioteca, desce as escadas e passa por uma sala vazia. Então ouve um som de gelar a espinha. Era um som como se fosse barulho de algo rangendo.

– Deve ser alguma janela aberta ou talvez o vigia. Deve ser isso. –  Sua mente a confortou. E ela continuou andando, abriu a porta da biblioteca deu uma rápida olhada e estava tudo silencioso e quieto, na última estante perto da parede em um lugar fora do seu campo de visão no escuro um par de olhos vermelhos olhando diretamente para ela. Na volta passa por uma sala e a luz estava acesa.

– Ora, esqueceram de apagar essa luz. Esse pessoal não sabe que a luz está cara? Segunda Feira vou convocar uma reunião para falar sobre isso. – Ela apaga a luz.

Ela segue seu caminho. Ao seguir no corredor escuta os passos e sente um vulto correndo. Isso faz seu coração acelerar. Ela para fecha os olhos e respira, tenta se lembrar dos exercícios contra pânico aprendido nas terapias.

– Está tudo bem, é apenas coisa da minha cabeça, esqueci de tomar a dose é isso, amanhã eu tomo e está tudo bem.  – Ela abre o olho e está tudo calmo. Ela volta correndo para a sala e pega seu celular, ele está com 1% de bateria, ela tateia a bolsa procurando o carregador mas não encontra, tinha esquecido em casa, provavelmente do lado do remédio em cima da bancada.

– Sou muito estúpida. Como fui esquecer duas coisas importantes? Já chega de trabalhar, vou para casa. Amanhã eu continuo. –  Ela apagou as luzes, fechou a sala dos professores e foi descendo as escadas quando sente algo passando atrás dela. Sua espinha gela. Ela pega seu celular e tenta ligar para o vigia, o telefone não chega a completar a ligação e então desliga.

– Maldito celular, tinha que acabar a bateria logo agora. O jeito é bater no portão e ver se ele abre.

O barulho continua. Ela acelera os passos, desce as escadas. Ela tenta virar o corredor e olhar o que é. Mas não tem coragem. É uma sensação indescritível. –  Será real ou apenas delírio? – Sua mente funcionava a todo vapor – Será outro colapso nervoso?

Sílvia apesar de frequentar igreja desde pequena, nunca foi religiosa. Seu cérebro não conseguia conceber a ideia de coisas sobrenaturais. Ela com a pulsação acelerada respira fundo e tenta raciocinar. – Quem sabe não é alguém fazendo alguma brincadeira de mal gosto. Alguém talvez saiba do meu colapso nervoso e quer fazer um trote. O barulho ia se aproximando, era um andar calmo e sádico, Sílvia se sentia como uma prisioneira esperando o seu carrasco, ela havia sido julgada e condenada pelos erros e pecados do passado.

Ela sente o carrasco se aproximar, ela dá um grito abafado e sai correndo. Falta pouco para chegar perto do portão – ela pensou. Ela tropeça e cai torcendo o tornozelo e batendo a cabeça no chão. Ela se levanta e sente algo quente escorrer na testa, ela coloca a mão e seus dedos e então sua mão esta ensanguentada.

– Aiii, meu pé. – Ela tenta se levantar mas a dor não deixa. Ela sente o monstro se aproximando. Ela respira fundo e vai se arrastando.

– Falta pouco, minha salvação está quase ali.  –  Ela vê o portão com o vigia sentado de costas, é só bater no vidro. Ela sente algo encostando em sua perna, ela sente algo arranhando perfurando a sua carne mas ela tem medo de olhar. Ela tenta rastejar mais rápido “Aquilo vai me pegar”, então coloca a mão suja de sangue espalmada no vidro fosco. Era seu fim.

 

 

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