Tragédia Noturna

Postado por Oliver Scott

Em uma noite tranquila. Uma mulher segurando sua bolsa contra o corpo caminhava apressada pela calçada, ela se lamentava por ter saído tão tarde do serviço, se depende-se dela, as 18 horas já tinha saído, porém a sua patroa pediu para ela cuidar das crianças enquanto ela fazia as compras. Ela apenas queria chegar em casa tirar aquela roupa. Dois homens mal-encarados caminhavam no escuro, um dos sujeitos vestia um casaco amarelo e com um boné vermelho, o outro estava com uma camiseta branca rasgada na barriga.

 A mulher não percebeu esses dois estranhos, ela virou a esquina e os homens continuaram atrás dela. Ela notou algo diferente e acelerou o passo. O ponto de ônibus ficava do outro lado do parque, era mais fácil cortar pelo meio do parque do que dar a volta. O parque aparentemente era bem iluminado e seguro.

A mulher entrou no parque e os dois homens foram atrás. O rapaz de camiseta branca fez um sinal e desviou do caminho, a mulher começa a correr e então ele aparece na frente dela e dá um empurrão. Ela cai no chão e sua respiração fica ofegante e seu rosto fica corado.

– Onde você pensa que vai belezinha? – O jovem com a camiseta branca ajoelha e segura o rosto da mulher.

– Quero ir para casa, só isso? – Diz ela movimentando o rosto.

– Ah mas você vai para casa sim. Assim que passar a bolsa. –  ele dá um safanão e a moça cai para trás.

– Por favor, não faça nada comigo, só quero ir para casa. – Ela se levanta.

O de boné vermelho aparece e puxa o cabelo dela fazendo cair no chão novamente.

– Estou perdendo a paciência, passa a bolsa agora. – O de camiseta branca mexe no bolso.

– Mas. Eu…

– Agora – Ele então aponta a arma para ela.

– Por favor, tenham piedade. Só quero ir para casa.

– Anda logo, passa a porra da bolsa.

O rapaz dá uma coronhada na testa da moça fazendo abrir um corte no supercílio. E ela cai no chão chorando.

– Odeio quando essas vadias me irritam.

– Calma cara, não é para tanto. – O outro rapaz argumenta. 

– Calma nada, essas vadias sempre querem dificultar os esquemas.

– Mas não precisa agredir Tonho.

– Porra Marcelo, você falou meu nome caralho.

– Por favor Tonho, tenha piedade. Tenho duas crianças, deixa eu ir. – A mulher tenta pela última vez.

– Não fala meu nome cacete, ah quer saber? Que se foda tudo isso – Tonho dá um tiro atingindo o tórax da mulher e ela cai no chão sem vida. Marcelo pega a bolsa, celular e os dois saem correndo deixando o cadáver de braços abertos.

 Em casa um garotinho de 12 anos e uma menina de 6 anos esperam ansiosos pelo retorno de sua mãe. Mal eles imaginam que essa espera nunca irá terminar.

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