Passeio de Canoa

De Oliver Scott

Em uma praça da cidade grande, perto de um condomínio de prédios. Alex estava ajoelhado em frente à fonte central com um barquinho de papel nas mãos. As crianças em volta brincavam de pique pega enquanto os pais estavam sentados conversando. O sol não estava muito quente, era no começo da manhã, Alex colocou o barquinho na água com todo o cuidado, ele torcia para a água não furar o papel e estragar tudo. Ele mesmo tinha feito o barquinho. Quando ele colocou o papel na água e não aconteceu nada. Alex abriu um sorriso.

– Eba, funcionou.

O barquinho de papel flutuava na água. Os olhos de Alex ficavam observando enquanto ele subia e descia com o balanço da onda que a fonte fazia. Ele lembrou-se da primeira vez quando ele e seu avô saíram para dar um passeio de canoa. Ele era muito jovem, seu avô tinha uma canoa de madeira. Acordaram cedo, ainda estava escuro. Sua avó já estava acordada preparando o café dos homens. Ela tinha feito café e biscoito de queijo. Alex sentou na cadeira e ela colocou um copo de leite com achocolatado e açúcar na sua frente, ele bebeu tudo de uma vez. O avô tinha aquele sorriso doce e alegre, ele enquanto comia um biscoito de queijo de vez enquanto fazia careta e Alex ria uma risada gostosa.

– Para com isso Luís, ele vai acabar se engasgando.

– Vou engasgar não vovó, já sou um homem crescido – Alex sorriu com um bigode de leite no rosto.

– É, já é tão homenzinho que até bigode tem. – Disse a avó enquanto limpava a boca do neto com um pano.

Alex e seu avô desceram a pé até um lago perto do sítio. O avô levava uma sacola com alguns sanduíches, protetor solar e repelente. Alex ia atrás com a sacola com o restante das coisas. O barco estava na borda do lago preso em uma corda. Seu avô puxou a corda fazendo o barco se aproximar, ele então colocou as coisas dentro do barco, levantou o Alex e colocou lá dentro. Alex rapidamente vestiu o colete salva vidas e foi ajudar o avô a guardar as sacolas. O avô retirou a corda e então deu um impulso para o barco sair do barranco e subiu também. Ele pegou os remos.

O lago estava calmo, enquanto o avô ia remando, Alex estava apoiado olhando para baixo vendo os peixes passarem, ele olhou para frente e viu uma garça branca fazendo um rasante e capturando um peixe. Alex sentiu uma alegria e um frio na barriga, nunca tinha visto algo assim acontecer ao vivo.

– Vovô, vovô o senhor viu aquilo? – Alex apontava para o lugar onde a garça tinha capturado o peixe.

– Aquilo o que querido?

– Aquela garça acabou de pegar um peixe.

– Ah sim, ela se alimenta de peixes.

– Mas a garça não molha não?

– A garça é esperta, ela sabe que ela pode se molhar, então apenas pega os peixes da superfície. Ela pega só aqueles peixes que não são espertos. Seja sempre esperto.

– Ah entendi. Nossa, vovô, o senhor sabe muito.

Alex acompanhou a garça levantando voo e entrando no meio da floresta. Ele havia aprendido vendo um documentário na escola que as garças para se proteger dos animais maiores, sempre fazem ninhos nas árvores mais altas.

O avô parou de remar, tirou da sacola dois sanduíches. Eles já estavam com fome, todo aquele exercício físico pedia um descanso. Alex deu uma mordida no sanduíche de pão de forma com presunto e queijo.

– Que delícia. Vovó sabe mesmo cozinhar. – Alex falou de boca cheia.

– Sim, por isso me casei com ela.

– É verdade isso?

– Sim. Quando nos conhecemos ela fez um jantar na casa dela. Fiquei apaixonado assim que coloquei a comida na boca.

Alex continuou comendo enquanto olhava para a paisagem, os peixes ficavam em volta do barco esperando cair alguma migalha. Os pássaros cantavam nas árvores. Ele gostava muito do avô, era um homem sábio e esperto. Ele era o peixe mais esperto e a garça não iria conseguir pega-lo.

– Está na hora de voltar, já está perto do almoço, a vovó vai ficar preocupada.

– Já pensou se ela fizer algo gostoso? – Perguntou Alex.

– Com certeza, ela me contou que vai fazer lasanha.

– Adoro a lasanha da vovó

– Eu também meu netinho.

Alex limpou a boca com um guardanapo, bebeu um pouco de água, o avô voltou a remar.

– A volta é sempre mais rápida que a ida – comentou o avô entre uma remada e outra. – Um ditado diz: Na volta todo santo ajuda.

Alex sentia o vento bater em seu cabelo loiro, era uma sensação ótima, ele se sentia bem. O barco chegou na superfície e os dois desceram. Foram encontrar a vovó. Ela já estava na cozinha preparando o almoço.

O barquinho de papel navegava pela fonte, Alex tinha um sorriso no rosto. O barquinho balançava por causa do vento, o barquinho chegou perto do jato de água, se encheu de água e afundou. Ele se levantou e voltou para perto da sua mãe. Sua mãe conversava com uma senhora.

 

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3 comentários sobre “Passeio de Canoa

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