Conto: Amor Proibido

AMOR PROIBIDO

Alex Scott

A história que vou contar aconteceu em uma cidade do interior chamada Catalão. João tinha 14 anos na época, era um garoto muito bonito, tinha corpo atlético, metido a ser mulherengo, se gabava de já ter ficado com várias garotas. Neto de Joaquim Carlos um poderoso e rico fazendeiro da região, produtor de café e amigo do prefeito, há boatos que quem mandava na cidade era ele e não o prefeito Barros.

João detestava ficar preso em uma sala com uma professora chamada Jussara com um peso elevado cuspindo palavras que para ele não faziam sentido algum.

– Essa professora parece um botijão de gás –  João comentou com o colega do lado enquanto ela cuspia algum conteúdo sobre geografia.

– A vegetação do cerrado se estende até… Continuava falando com a voz lenta que dava sono.

João pegou uma bolinha de papel e jogou na cabeça da Isadora que virou furiosa.

– Quem fez isso?

– Ora foi o Marquinhos. – João apontou para o garoto que estava desenhando na carteira.

– Professora, o Marquinhos jogou uma bolinha em mim. Isadora grita levantando o braço.

Jussara a professora então interrompe o que estava falando, faz uma careta, ajeita os óculos, pega um pesado livro apoia em seu busto e começa a anotar o nome.

– Marquinhos, depois coloque sua agenda na minha mesa que vou fazer uma anotação.

– Mas Fessora… não fui eu.  – Marquinhos tentou se defender mas nisso Jussara já se virou e continuou dando aula e Marcos prometeu se vingar de Isadora. Porem a história não é sobre isso, mas algo que aconteceu durante as férias do garoto.

Bella a prima do João foi passar as férias na casa dos avós. Ela era da cidade grande. Filha da irmã de uma tia de Joaquim. Chegou na sexta feira iria passar o mês todo.

João e o avô foram na rodoviária busca-lá. Joaquim no caminho escutava A Voz do Brasil, enquanto João estava com a cabeça longe olhando pela janela contando as arvores.

“O governador assinou um decreto essa tarde que aumenta o salário de funcionários públicos em 5%. É a taxa mais alta já registrada, sindicatos comemoram a vitória, agora ficamos com o giro de notícias… dólar fecha a 2,76…” – a radio anunciava.

– Quero que você se comporte com sua prima, é a primeira vez dela aqui na cidade. Não me faça arrepender de concordar dela vir passar as férias escolares aqui.

– Pode deixar. “Vou tratar ela muito bem. Ela vai se sentir em casa. Ainda mais quando ela acordar com uma barata morta na cama.” – pensou João com um sorriso malcriado.

Chegaram na rodoviária as 19:30. Joaquim caminhou até à banca e comprou um cigarro enquanto João ficou sentando em um banco em frente a um painel informativo dos ônibus jogando um jogo no celular.

Um alto falante anunciou o ônibus 367. Joaquim chegou perto do banco e sentou. Passou alguns minutos um ônibus de dois andares com vidro escuro parou e desceu um monte de gente com cara de sono, alguns enjoados e outros com pressa falando no telefone.

Então desceu uma garota. Era a mais bonita naquele cenário caótico. Estava no oitavo ano, garota de cidade, mimada, sempre tinha as roupas da moda, ainda tinha 14 anos mas já usava maquiagem, seus seios eram fartos, já usava sutiã, cheirosa, exalava sexualidade, tinha cabelos loiros, olhos verdes claros e vivos e pele rosada. Ela desceu com uma mala cor de rosa. Foram para o carro, Bella contava sobre as novidades da cidade grande e dos parentes. Joao do outro lado do banco já estava planejando jogar uma bolinha de água naquele cabelo perfeito.

Chegaram em casa as 20:30 da noite. Ficou combinado que o jantar seria servido com todos. O carro parou no portão da casa e deu uma leve buzinada, Amélia avó de João e esposa de Joaquim que estava assistindo à novela escutou a buzinada e foi esquentar a comida.

Bella foi recebida com um beijo na bochecha e o João correu para a mesa. Jantaram e os menores foram para o quarto enquanto Joaquim e Amélia continuaram assistindo a novela das nove. No quarto enquanto estava quase dormindo João pensava na prima que chegou, pensava ele que parentes eram feios e nada atraentes. Ele não entendia quando escutava na escola que seu determinado parente era bonito, sempre rebatia com uma cara de nojo, mas ela era diferente, algo nela despertava um desejo nele quase que proibido.

Acordaram cedo. Seu avô estava assistindo o jornal matutino enquanto tomava café, lá estava ela, Bella dizendo jus ao seu nome, pele clara, cabelos loiros e olhos vivos, um cheiro doce no ar que deixou João entorpecido e não conseguia se mexer direito.

– Filho você está bem? Perguntava o avô vendo que ele estava ausente com um pedaço de pão na boca.

– Olha o que estou comendo. Disse João tentando disfarçar mastigando de boca aberta mostrando para Bella.

– Que nojo menino.

– Tenha modos na mesa garoto. Repreendeu a avó.

Depois que tomaram café da manhã foram brincar. O quintal era grande que era dividido no meio por uma jardineira, cheia de plantas e arvores, havia uma roseira, um pé de goiaba com uma casa na arvore, um pé de manga, pé de mamão e um amontoado de erva cidreira, do lado um pequeno lago com patos. Após brincarem muito de pique pega, pique esconde, nadar no lago. Bella quis subir na casa da árvore mas João foi mais rápido e postou em frente impedindo ela de subir.

– Ei, deixa eu subir.

– Nada disso, aqui é proibido garotas.

– Quem decidiu isso? Disse ela

– Eu mesmo.

– Pois o que você fala não importa. – Ela tenta passar mas João é maior e mais forte e ele fica firme

– Deixa eu passar ou senão conto para sua avó.

– Pode contar eu não me importo.

– VÓÓÓÓÓÓÓÓÓ

– Ta bom, pode subir.

Os dois subiram na casa da árvore. Era um ambiente que exalava a masculinidade, tinha desenhos pregados nas paredes, uma lupa e alguns insetos em potes.

– Eu daria um excelente toque feminino aqui, mudaria…  – Bella começou a falar mas logo foi repreendida por João. Nada disso, te deixei entrar, mas não deixei se meter nas minhas coisas.

– Ai que garoto grosso. Por isso nunca pegou nenhuma garota.

– Peguei sim. Já peguei mais de 100 garotas.

– HA-HA duvido. Você não pega nem resfriado. – Bella provocou.

João ficou vermelho de raiva, quase pensou em bater na prima distante mas quando o ar bateu nela ele sentiu um perfume muito delicioso, um cheiro feminino que fez ele ficar completamente bobo e excitado.

– Que foi garoto?

– Nada, vamos sair daqui.

– To afim de ficar mais um pouco, o sol está quente. – Bella senta e cruza os braços. –  Ela sempre foi teimosa e sempre fez o que quis.

– Também acho. Garota teimosa.

João sentou do lado dela. Aquele cheiro mexia com ele, despertava algo nele, sentia seus músculos contraírem, ela então encosta sua cabeça no obro dele, de fato ela achou ele muito bonito, apesar de ser do interior e parecer meio bobão, ela também sentiu a masculinidade dele aflorar. Ele então olha para ela e se beijam. Começam de forma lenta, alguns selinhos depois vão esquentando e se tornam algo bem intenso, até que fizeram sexo lá mesmo naquela casa da arvore.

Joaquim estava no escritório. Sua sala era enorme, uma mesa de mogno uma estante de livros e um quadro de um cavalo branco. O prefeito anunciou para a secretaria que queria ver Joaquim.

– O que deseja senhor Barros? – Recebendo o prefeito na sala. – Claudia por favor traga café para nós.

– Ah perfeito, adoro café. –  Prefeito tirou o chapéu e colocou em cima da mesa.

– É a nossa melhor safra.

– Sabe como é Joaquim, daqui a 1 ano vai ter uma eleição para prefeito e quero organizar minha reeleição e preciso de apoio para tal.

– Sabe que veio a pessoa certa senhor prefeito. Mas o que você quer que eu faça.

– Eu preciso de todo o apoio dos produtores de café, fazendeiros e empresários…

– Sabe que isso terá um custo, até mover o pessoal, fazer as alianças e por aí vai.

– O que você quer em troca?

– Estou pensando em expandir meus negócios e preciso de uma autorização da câmara para poder construir.

– Ah só isso? você sabe que é de casa, tudo pelo apoio.

– Tem mais uma coisinha. Há cinco anos vendi um lote de 1.200 sacas de café para a uma empresa do governo de armazenagem de grãos e deu problema e fiquei de receber o dinheiro, entrei com o processo e está parado. Preciso que você dê uma mãozinha nisso.

– Verei o que posso fazer. – O prefeito levanta da cadeira aperta a mão do Joaquim e sai da sala. -Mas sem surpresas, não quero saber de escândalos.

Joaquim abre uma caixa, tira um charuto e fuma olhando para a janela com um sorriso no canto do rosto.

Na casa da arvore os dois ainda estavam em silencio juntinhos trocando caricias o lugar ainda cheirava a sexo. João passava a mão na perna de Bella e ela beijava o seu pescoço.

Era a primeira vez de João, ele estava assustado mas conseguia passar uma pose de segurança, afinal ele mesmo já afirmou várias vezes que já tinha feito isso várias vezes. Já Bella estava completamente segura de si, já tinha feito isso uma vez na cidade grande com um colega de escola durante uma festa que um professor de matemática tinha organizado em sua casa, porem ela omitiu esse detalhe para o primo.

Após esse acontecimento juraram não contar a ninguém pois João tinha escutado uma vez na Igreja que relacionamento antes do casamento era pecado e ainda mais feito com um parente próximo. Fizeram voto de silencio e seguiram a vida brincando e se provocando. O avô de João estava envolvido com a política local, um escândalo que ferisse os bons costumes poderia colocar os planos a perder.

Passou duas semanas, não aguentaram e novamente praticaram o ato no quarto de costura da avó. Aquela noção de perigo excitava os dois.

Passou um mês e as férias acabaram. Bella teve que voltar para a cidade grande. A despedida foi algo muito triste, ambos choraram muito. Os adultos não entendiam nada

– Como esses dois que não se gostam estão um com saudade do outro? – Joaquim comentou com a Amélia

– Vá entender esses jovens de hoje – Respondeu a Amélia.

Pouco antes de partir João e Bella correram novamente para a casinha da arvore, se abraçaram e se beijaram pela última vez. Antes do adeus final fizeram outra promessa de um nunca esquecer do outro. Se beijaram e desceram.

– Tchau cabeça de melão. – Bella provocou João

– Tchau cabelo de palha – João revidou com raiva.

– A gente se vê nas férias. Espero que até lá você aprenda alguns truques novos – Bella pisca de um olho e entra no carro.

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